Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

Diferentemente do que ocorria no passado, já há alguns anos formar-se em uma boa universidade e falar uma língua estrangeira, especialmente o inglês, já não é garantia de uma boa colocação no mercado de trabalho.

 Hoje, dentre um universo de quesitos exigidos de quem busca um emprego, a pós-graduação é recorrente e, para muitos, já se tornou um passo natural na formação do profissional, não mais um diferencial. Sendo assim, o que considerar na hora de escolher a sua?

 De acordo com a assessora da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Tania Regina de Luca, a escolha passa pelos objetivos de vida de cada pessoa. “A pessoa precisa saber se ela quer ir para o mercado ou se ela quer se dedicar à produção de conhecimento”.

 A consultora da Career Center, Cláudia Monari, concorda e acrescenta que a escolha também passa pelo tempo de experiência de cada profissional.

 Stricto Sensu

 De acordo com explicações no portal do MEC (Ministério da Educação), as pós-graduações stricto sensu compreendem programas de mestrado e doutorado voltados a pessoas com diplomas de curso superior e que atendam às experiências das instituições de ensino e ao edital de seleção dos alunos.

 Ao final do curso, que, segundo Tania, dura, em média, de 24 a 48 meses, o aluno obterá um diploma e poderá lecionar em faculdades. “A pós-graduação stricto sensu é voltada para quem quer produzir conhecimento, ser um produtor de saber em uma determinada área”, diz ela.

 “Este tipo de pós é para quem busca uma carreira acadêmica. Às vezes, é difícil conciliar emprego e um mestrado, por exemplo, visto que este tipo de curso exige muita dedicação”, completa Cláudia.

 Lato Sensu

 Já as pós-graduações lato sensu, diz o MEC, compreendem programas de especialização e incluem os cursos designados como MBA – Master Business Administration. Elas possuem duração mínima de 360 horas e ao final do curso o aluno obterá um certificado, e não diploma.

 “Este tipo de pós é indicada para quem quer se atualizar, ver quais são as inovações daquele setor”, explica Tania.

 Geralmente, diz Cláudia, as especializações são indicadas para quem acabou de se formar ou tem pouca experiência no mercado, já que se tratam de cursos mais teóricos. Os MBAs, por outro lado, são voltados para quem quer seguir a carreira executiva e preferencialmente já tem cinco ou mais anos no mercado de trabalho, visto que são baseados na troca de experiências.

 “Independentemente da escolha, a pessoa tem de ter em mente que, se o objetivo é crescer, ela tem de fazer atualizações constantes. Além disso, antes de escolher, é bom sempre se informar no que diz respeito à instituição e ao perfil dos participantes do curso, para garantir as melhores condições possíveis de aprendizado”, alerta Cláudia.

Revista Época
Francine Lima, Nelito Fernandes e Anna Carolina Lementy
Aprenda a ser criativo.

A criatividade se tornou a qualidade mais desejada no mercado de trabalho. O que fazer para aumentar a sua.

Lembre-se da última boa ideia que lhe ocorreu. Ela pareceu vir do nada, durante o banho? Você deixou que ela escorresse pelo ralo e não pensou mais nela? Ou anotou, contou aos amigos e imaginou como aplicá-la em sua vida? Se você é alguém que tem ideias originais, do tipo que assustam um pouco sua família, e gosta de tentar colocá-las em prática, chegou sua hora: esses pensamentos borbulhando em sua cachola podem valer um emprego novo, um aumento ou mais negócios. Se você não se acha dos mais criativos, ânimo. Nas próximas páginas, vamos lhe dar boas razões para acender as lâmpadas aí dentro e mostrar como fazer isso. O motivo vem de pesquisas recentes feitas com os maiores contratadores do mundo.

Uma dessas pesquisas, feita pela prestadora de serviços tecnológicos IBM com os principais executivos de 1.500 empresas, de vários países, revelou que eles consideram a criatividade o fator crucial para o sucesso atualmente. Para que suas empresas consigam driblar as dificuldades e aproveitar as oportunidades, precisam de gente com ideias novas. Outra pesquisa, feita pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry, com 365 dirigentes de grandes empresas só na América Latina, chegou à mesma conclusão: a habilidade de criar o novo e o diferente é a mais desejada por mais da metade dos dirigentes (56%). Ficou à frente de capacidades fundamentais, como saber tomar decisões complexas e conduzir equipes rumo a resultados. A essa altura, seria razoável perguntar por que as companhias simplesmente não treinam seus funcionários e fornecedores para ser mais criativos ou não saem por aí oferecendo aos criativos mais dinheiro. A resposta: elas tentam, mas chegaram à conclusão de que treinar ou encontrar gente criativa não é tão simples.

Os dirigentes entrevistados pela Korn/Ferry consideram a criatividade a habilidade mais rara de encontrar e também a mais dura de ensinar dentro dos ambientes de trabalho tradicionais (embora seja possível aumentar essa capacidade com o ambiente e os métodos certos, como veremos adiante). Além disso, há indícios de que as pessoas altamente criativas estejam ficando mais raras. Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que, ao contrário dos quocientes populacionais de inteligência (Q.I.), que crescem a cada geração, a criatividade vem caindo. O fenômeno foi observado pelo pesquisador Kyung Hee Kim, do College of William & Mary (uma importante universidade pública nos EUA). Ele avaliou testes de criatividade feitos desde 1958 e aplicou um deles há dois meses a 300 mil americanos, adultos e crianças. Segundo o cientista, as notas vinham subindo até 1990. De lá para cá caíram, especialmente entre crianças pequenas.

Ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade

Se você acha que já tem o perfil ou quer passar a se encaixar nele, ainda há um ponto que precisa saber antes de começar a ajeitar o currículo. “Criar”, tanto para os altos executivos entrevistados quanto para os cientistas que estudam o funcionamento do cérebro, é um conceito mais profundo do que “ter ideias diferentes”. Está mais para “ter ideias diferentes e utilizáveis, e ter o impulso de realizá-las”. “Criativo”, por essa visão, não é aquele sujeito maluquinho, cheio de pensamentos vibrantes e caóticos, mas pouco prático. O verdadeiro criativo trabalha. Ele pensa em como implementar as ideias e conhece os limites do mundo real, como escassez de material, dinheiro ou tempo – mesmo que seja para chutá-los para o alto.

Outras qualidades profissionais seguem em alta: ética, comunicação fluida, capacidade de análise, poder de inspirar equipes. Por que a criatividade se tornou mais desejada que todas? Nos países ricos, há o cenário do momento: uma crise que ameaça destruir as empresas menos espertas e pouco flexíveis. Pensando no planeta, incluindo o Brasil, sabemos que o mundo ficou, a um só tempo, menos previsível para quem vende e mais generoso para quem compra. Há abundância de oferta de produtos e serviços, que tendem a se tornar mais baratos. Mais empresas competem com maior eficiência por consumidores mais exigentes. As companhias precisam cortar custos e oferecer novidades de forma acelerada. O jeito velho de trabalhar não produz novidades na velocidade desejada. Vai se destacar quem conseguir criar mais e criar bem.

Um exemplo é a arquiteta Sarah Torquato, mineira de 25 anos. Em quatro anos, ela passou de estagiária a coordenadora de lançamentos na construtora MRV. Desde que começou a estagiar, Sarah depositou no banco de ideias da empresa 40 sugestões de como substituir materiais de construção por alternativas mais baratas, das quais 15 foram adotadas. Ninguém contribuiu tanto. Suas recompensas pelas ideias chegaram a R$ 40 mil, dinheiro com que deu entrada num apartamento aos 24 anos. Como uma pessoa tão jovem pode ser tão produtiva? Sarah diz que muitas vezes acordava de madrugada com uma inspiração, anotava a ideia num caderninho e voltava a dormir (leia dicas para aumentar a criatividade). “Fico ligada em tudo, o tempo todo”, diz. Alguns amigos a criticaram pela quantidade de sugestões. “Muita gente dizia: pare de dar ideias, a MRV já está rica.” A empresa diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios para os funcionários por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões. Há ingredientes parecidos nas histórias do engenheiro químico Marcos Aurélio Detilio, que ofereceu sugestões de economia de energia aos clientes da empresa de engenharia e tecnologia Chemtech, em que trabalha, e conseguiu três promoções em quatro anos; ou de Arnaldo Gunzi, de 31 anos, que adaptou modelos matemáticos para melhorar o deslocamento de técnicos de telefonia no Recife e ganhou a oportunidade de trabalhar na Austrália; ou da chefe de cozinha Carole Crema, de 37 anos, uma das responsáveis por iniciar no Brasil a moda dos cup cakes, os bolinhos confeitados feitos em formas individuais. Criatividade é essa capacidade de ver possibilidades que os outros não enxergam e contribuir com algo original e útil.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

O ambiente de trabalho não precisa ser um lugar formal, cheio de regras expressas sobre o que se pode e o que não se pode fazer. Mas não é por isso que tudo é tolerável. Manter o bom senso e agir com razoabilidade, respeitando os colegas é fundamental. Assim, algumas coisas como falar alto ao telefone, enfeitar a mesa com acessórios extravagantes e fotos de festas pessoais ou mesmo se vestir com roupas sempre muito chamativas podem não pegar muito bem e ser um grande obstáculo para o desenvolvimento de uma carreira.

Respeito e confiança são conquistas indispensáveis para quem quer ascender profissionalmente. Para consegui-las, ter boas atitudes é pré-requisito. “Por mais que as pessoas tenham estreitados relacionamentos virtuais, aumentado o número de pessoas que compartilham coisas pessoais e profissionais nas redes sociais, é no dia-a-dia, no corpo a corpo, que você pode se destacar de forma a ganhar pontos na empresa e galgar cargos melhores”, afirma Renata Mello, consultora de imagem corporativa.

A consultora acredita que o trato com o colega, a preocupação com regras básicas de etiqueta e toques de diplomacia podem fazer muita diferença quando a chefia tiver que escolher alguém para ocupar um cargo novo ou assumir um desafio. Por isso, ela dá as seguintes dicas:

1 – Conviver com uma pessoa elegante no trabalho faz bem. Procure ter uma postura elegante. Isso vai da maneira de se vestir ao jeito de se comportar ao telefone.

2 – Quanto ao jeito de se vestir, procure não usar cores muito fortes no ambiente de trabalho, como rosa fúcsia, amarelo canário, verde limão. Esses tons são fortes demais para usá-los logo às 8h da manhã. Procure utilizar os tons neutros e escuros, e, se for o caso, jogar um acessório com uma cor diferente.

3 – O ambiente de trabalho normalmente tem o formato de estações, onde um está de frente ou ao lado de vários outros colegas. Assim, todo o cuidado ao falar ao telefone ou com um colega é fundamental. Muitas pessoas não percebem que falam alto demais ao telefone. É muito deselegante. Pior ainda quando a pessoa resolve gargalhar. Todo mundo vai querer saber o que é. Distrai e você dá o direito de ser invadido. Sugestão: atenção ao seu volume de voz ao falar ao telefone e também com o colega ao lado. Tente sempre falar com tom suave.

4 – Outro problema com as estações de trabalho. Algumas parecem o quarto da pessoa. Têm dezenas de badulaques – de bichinhos de pelúcia a todos os tipos de porta-retrato, com fotos da pessoa na praia, segurando um copo de caipirinha. Não é uma atitude elegante poluir a estação de trabalho. Uma foto da família tudo bem, mas expor demais intimidades não é adequado.

5 – Ficar ouvindo musica com headfone ou até na caixa de som do computador: infelizmente, ambas as atitudes demonstram desrespeito com o colega do lado. Em uma você está no “seu mundo”, não no da empresa. No outro, pode forçar alguém a escutar música quando não quer, pois algumas pessoas não conseguem se concentrar se tem música no ambiente, ou forçar o outro a ouvir um estilo que não lhe agrada.

6 – Dar a vez para uma pessoa passar no corredor é muito elegante. Mulheres ou homens.

7 – Chamar um colega para tomar um cafezinho também é uma atitude agradável. Principalmente se ele acaba de ser contratado na empresa e ainda não conhece ninguém. Mas cuidado para não parecer que você não tem nada para fazer além do social na empresa. Fazer as vezes de aglutinador de pessoas é um papel muito simpático.

8 – Cuidado com a música de alarme do seu celular. Pode parecer um absurdo mas ele revela muito a seu respeito. A música “creu”, por exemplo. Imagine esse toque no celular, no meio do expediente. Muito desagradável. Algumas empresas solicitam aos funcionários que deixem o toque no silencioso para não incomodar o colega. É uma atitude elegante, essa.

9 – Em reuniões de trabalho cuidado para não querer aparecer demais. Escute o que todos têm a dizer e dê sua opinião. Não interrompa a pessoa, mesmo que esteja dizendo algo absurdo. Ao invés de dizer “não diga uma bobagem dessas”, fale “minha opinião é diferente da sua. Acredito que…” Não deprecie um colega na frente dos demais (mesmo que ele seja uma pessoa desagradável), pois fica mal para você esse tipo de atitude.

10 – Mesmo que você trabalhe em ambientes mais descontraídos, que permitam certa liberdade nas atitudes, não esqueça que lidar com educação e consideração para com o colega é passaporte certo para adquirir respeito e colaboração quando você passar a chefiá-los.

Por Rômulo Martins, www.empregos.com.br

Balançar as pernas, mexer os braços exageradamente, tamborilar os dedos, arregalar os olhos, passar as mãos nos cabelos, roer unhas são gestos que denunciam nervosismo e ansiedade e prejudicam sua performance em uma entrevista de emprego. Mais que isso, são sinais de insegurança e refletem, assim, sua condição emocional. Podem, por essa razão, eliminar o candidato em um processo seletivo.

 “Ocorre, muitas vezes, de o candidato selecionado para vagas de emprego não ter tanto talento quanto o concorrente. O grande diferencial, nesse caso, é o quanto o entrevistador sente confiança ao conversar com ele”, explica o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki.

 “O esperado é que, mesmo diante da ansiedade, o candidato tenha autocontrole e equilíbrio. Caso isso não ocorra, será notado pela expressão corporal. Os gestos são reflexos do nosso estado emocional”, atesta Stefania Giannoni, consultora e headhunter especialista no desenvolvimento de pessoas.

 Confira dicas dos consultores para evitar gestos inapropriados no cara a cara com o entrevistador:

 1. Controle a respiração

 A respiração profunda e suave massageia os órgãos e ativa o sistema circulatório dando a sensação de prazer e serenidade. Respiração curta e rápida, ao contrário, transmite medo, insegurança.

 2. Ative uma imagem mental positiva

 Este exercício é um recurso da neurociência que consiste em construir no cérebro a imagem de um fato que ainda está por acontecer. Dessa forma, antes da entrevista, o candidato já se imagina diante do selecionador e se submete às regras de etiqueta corporativa como se estivesse passando pela situação. É uma atividade de concentração, preparo. Diante do entrevistador a sensação será de déjà vú.

 3. Antes de falar, ouça

Saiba o que o selecionador quer ouvir de você; responda ao que ele está perguntando. Na ânsia de falar o candidato pode transmitir conteúdos irrelevantes para o momento, afirmam consultores empresariais. O ideal é interagir com o entrevistador.

4. Seja empático

Quando assistimos a um filme em que o sofrimento da (s) personagem (ns) é constante emocionamo-nos. Isso ocorre porque a cena, mesmo fictícia, ativa em nosso cérebro as áreas responsáveis pela emoção. Cria-se uma empatia com as personalidades da tela. Na entrevista de emprego, do mesmo modo, perceba o movimento do entrevistador e acompanhe-o de forma parecida.

5. Olhe nos olhos do entrevistador

A sintonia com o olhar é fundamental; não desvie os olhos do entrevistador. Demonstre total atenção ao que ele diz. Faça-se presente.

6. Comunique-se adequadamente

A fala deve acompanhar o gestual e vice-versa. Fale de modo claro e ponderado. Tenha cautela: não queira passar o máximo de conteúdo em tempo inábil. Selecione as informações mais importantes. Transmita suas ideias de forma articulada.

7. Prepare-se para a entrevista

Simular uma entrevista de emprego com um parente ou amigo pode ser uma maneira eficaz de alcançar a excelência no contato com o selecionador. É importante conhecer ainda suas habilidades e competências e saber transmiti-las verbalmente.

Cuidado com a robotização

Preparo é fundamental, mas é preciso cautela para não deixar de ser você e encarnar um personagem, adverte a consultora Stefania Giannoni. Segundo ela, o candidato deve agir com naturalidade, ter postura firme e sentar-se adequadamente. “Alguns indícios como dilatação da pupila, suor e rubor das faces podem nos dar subsídios para saber se a pessoa está falando ou não a verdade. As pessoas não conseguem simular por muito tempo.”

Lia Salgado* Especial para o G1

Sabe o que é ampla concorrência, lotação, sindicância de vida pregressa? E a diferença entre homologação e nomeação? Veja abaixo a ‘tradução’ e o que significam, na prática, esses e outros termos mais usados em concursos públicos.

A
Ampla concorrência São as vagas não reservadas às pessoas com deficiência.
Autorização Primeiro passo para a realização de um concurso público. É solicitada pelo órgão ou entidade interessada no preenchimento das vagas. Concedida, normalmente, pelo titular da pasta de planejamento na esfera correspondente (federal, estadual ou municipal) ou até pelo chefe do executivo. Na federal, conforme o decreto 6.499/09, cabe ao ministro do Planejamento, salvo exceções. O mesmo decreto fixa prazo de até seis meses para o órgão ou entidade publicar o edital. Após este prazo, sem a abertura de concurso, a autorização ficará sem efeito.
Avaliação médica É a inspeção médica oficial que comprova que o candidato tem aptidão física e mental para exercer o cargo. Pode ser exame clínico ou exigir também exames laboratoriais e complementares.
Avaliação psicológica É etapa comum, de caráter eliminatório, em concursos para a área policial, por exemplo, em virtude do uso e porte de armas de fogo. Por meio dela, o candidato será considerado recomendado ou não recomendado. O objetivo é verificar se ele apresenta habilidades específicas e características de personalidade importantes para o bom desempenho no cargo.
B
Bibliografia Alguns editais indicam bibliografia de apoio: livros onde o candidato encontrará os assuntos que serão cobrados na prova. Quando isso não acontece, fica a critério de cada candidato escolher a bibliografia que considerar mais conveniente.
C
Cadastro de reserva Quando o edital informa que o concurso é para formação de cadastro reserva, não há como prever o número de aprovados que serão chamados. Esse cadastro é para provimento futuro, de acordo com a necessidade da administração. O aprovado fica aguardando o surgimento de vagas durante o prazo de validade do concurso. Vale a pena buscar informações para saber se, historicamente, o órgão costuma chamar muitos candidatos ou não.
CadÚnico Sigla para Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal, é um cadastro para famílias de baixa renda. Muitos editais consideram o CadÚnico para conceder isenção da taxa de inscrição. O decreto 6.593/08 determina que os editais de concurso público dos órgãos do poder executivo federal deverão prever a possibilidade de isenção para membro de família de baixa renda inscrito no CadÚnico.
Caráter classificatório Algumas etapas do concurso têm caráter classificatório, o que significa que as notas obtidas definirão a ordem de classificação do candidato. Em geral, as etapas classificatórias são também eliminatórias, caso o candidato não atinja a pontuação mínima em relação aos quesitos estabelecidos no edital para cada disciplina, grupo de disciplinas, prova ou grupo de provas.
Caráter eliminatório Há etapas do concurso que não alteram a ordem de classificação do candidato, ou seja, ele é apenas considerado apto ou não apto. Os testes de aptidão física costumam ser apenas eliminatórios. Também a etapa do curso de formação normalmente não altera a classificação do candidato; apenas o considera habilitado ou não para o exercício da função. O edital informa, em relação a cada etapa do concurso, se será classificatória e eliminatória ou somente eliminatória.
Cartão de confirmação de inscrição Fornecido alguns dias antes da data da prova, contém os dados do candidato, além do dia da prova, local e horário. Normalmente é disponibilizado no site da instituição organizadora do concurso. Em alguns casos, pode ser enviado pelo correio. É fundamental que o candidato acompanhe o prazo para a confirmação de sua inscrição e verifique a exatidão das informações.
Cartão-resposta As marcações da prova objetiva são transcritas pelo candidato para um cartão-resposta ou folha de respostas. Somente as informações no cartão são corrigidas pela banca examinadora – os cadernos de prova não são considerados. Não são computadas questões não assinaladas, que contenham mais de uma resposta ou apresentem emendas ou rasuras.
Certame No âmbito dos concursos públicos, a palavra certame é utilizada como sinônimo de concurso.
Conteúdo programático Todos os assuntos que poderão ser cobrados na prova, em relação a cada disciplina. Está sempre descrito no edital ou em seus anexos e deve servir de base para o estudo do candidato. Algumas vezes o nome da disciplina não consta da lista de matérias do edital, mas seu conteúdo está incluído sob o título de outra disciplina.
Curso de formação Etapa de alguns concursos, quando o candidato aprovado em etapas anteriores submete-se a um treinamento específico relacionado ao exercício da função. Há uma prova de verificação de aprendizagem ao final, em geral de caráter apenas eliminatório. O candidato pode receber um pagamento a título de ajuda de custo durante o período do curso. Tudo estará definido no edital.
E
Edital É a “lei do concurso”. Estabelece as regras, tais como requisitos necessários para o cargo, data prevista para a prova, conteúdo a ser cobrado, formato da prova, além de informar o número de vagas, remuneração e outros dados importantes. Normalmente, o prazo médio entre a publicação do edital e a realização da prova é de 45 a 60 dias. Deve ser publicado no “Diário Oficial da União”, estado ou município e, ainda, no site da instituição organizadora. No âmbito federal, o decreto 6.499/09 estabelece prazo mínimo de 60 dias entre o edital e a primeira prova (salvo exceção) e define, em seu artigo 19, as informações que deverão constar obrigatoriamente do edital.
Exercício Entrar em exercício é iniciar o efetivo desempenho das atribuições do cargo público. O prazo para que isso aconteça, contado a partir da data da posse, é estabelecido pelo estatuto do servidor correspondente ao órgão.
H
Homologação Definido o gabarito final das questões após os recursos, e não havendo outras pendências, o concurso será homologado, ou seja, aprovado pela autoridade competente do órgão ou entidade responsável pela realização do concurso público, e será publicada a relação dos aprovados em ordem de classificação. Esta é a data inicial para contagem do prazo de validade do concurso, período em que os candidatos serão chamados.
I
Inscrição Necessária para que o candidato possa participar do concurso. A forma e o prazo são estabelecidos no edital. Consiste no fornecimento de informações referentes ao candidato e pagamento da taxa ou requerimento de isenção.
Investigação social Pesquisa relacionada à conduta e relacionamentos do candidato. Pode envolver consultas e entrevistas com familiares, amigos e vizinhos. O objetivo é verificar a existência de risco para o bom exercício da função pública. É utilizada principalmente em concursos para cargos da área policial.
Isenção de taxa O valor cobrado a título de inscrição no concurso público será fixado em edital, bem como as hipóteses de isenção e as orientações e condições para requerer isenção. Muitos editais consideram o CadÚnico para concessão de isenção da taxa de inscrição no concurso. Há também editais que aceitam outros requisitos para isenção, por exemplo, ser doador de sangue.
L
Lotação Distribuição nominal dos servidores para cada repartição, ou seja, a definição do local/repartição onde o servidor exercerá sua atividade.
N
Nivel de escolaridade
Exigido de acordo com o grau de complexidade do cargo a ser ocupado, deverá ser comprovado no ato da posse. No caso de nível fundamental ou médio (antigo 2º grau) deve ser comprovado por meio de certificado de conclusão; no caso do nível superior, por meio de diploma. Os documentos precisam ser fornecidos por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.

Quando é exigido o nível superior, é preciso cuidado com relação aos cursos de tecnólogo – modalidade de nível superior com duração menor (em torno de 3 anos) do que a dos cursos tradicionais. Se o edital mencionar somente graduação ou nível superior e não fizer restrição específica, essa formação é aceita. Caso o edital mencione bacharelado ou graduação com tempo mínimo de 4 anos, o diploma de tecnólogo não será aceito.

Nomeação Ato formal pelo qual o poder público atribui um cargo ao candidato aprovado. Deve ser publicada no “Diário Oficial da União”, estado ou município, conforme o concurso. Não há obrigatoriedade de que a nomeação seja comunicada por telegrama ou qualquer outro meio pessoal.

O prazo para a posse, contado a partir da data da nomeação, é estabelecido pelo estatuto do servidor correspondente ao órgão. Podem ser convocados mais aprovados do que o número de vagas inicialmente previsto. Mas não existe regulamentação clara quanto à obrigatoriedade de nomeação para os aprovados dentro das vagas. O Judiciário, mediante provocação, tem garantido o direito à nomeação para esses candidatos.

P
Posse É a ocupação efetiva do cargo. Acontecerá em prazo estabelecido pelo estatuto do servidor correspondente ao órgão. A Lei 8.112 – Estatuto do Servidor Público da União – determina prazo de 30 dias contados da publicação da nomeação. É também o momento da apresentação de toda a documentação comprobatória de que o candidato atende aos requisitos necessários ao preenchimento do cargo.
Prazo de validade Período durante o qual os candidatos aprovados poderão ser nomeados. Em geral, o prazo inicial pode ser prorrogado por igual período, caso seja interesse da administração. Esgotado o prazo, precisará ser realizado novo concurso.
Prova de títulos De caráter classificatório, tem pontuação definida em edital para cada tipo de certificado ou comprovante aceito. Normalmente são considerados títulos os diplomas de doutorado, mestrado e pós-graduação lato sensu. Em alguns casos, também obras e artigos científicos publicados, além de outros que possam ser definidos no edital.
Prova discursiva Desenvolvimento de um texto, no estilo especificado no edital. Pode ser uma redação sobre um tema ou resposta a uma ou mais questões formuladas. Deverá ser escrita em letra cursiva legível, a caneta e respeitar o número mínimo e máximo de linhas determinados. A avaliação das provas discursivas costuma abranger aspectos quanto ao conhecimento demonstrado em relação ao assunto/tema proposto e aspectos relacionados ao correto uso da língua portuguesa, tanto no desenvolvimento das ideias, quanto no que se refere à correção gramatical.
Prova objetiva É aquela em que as questões são de múltipla escolha ou do tipo “certo e errado”. Serão consideradas as respostas assinaladas no cartão-resposta.
Prova oral Muito utilizada em concursos da área jurídica. O decreto 6.944 determina que seja realizada em sessão pública e gravada para efeito de registro e avaliação. Em geral, o candidato é questionado por uma banca de examinadores sobre um ponto sorteado dentro da disciplina em questão.
Prova prática No caso das provas de conhecimentos práticos específicos, deverá haver indicação dos instrumentos, aparelhos ou das técnicas a serem utilizadas, bem como da metodologia de aferição para avaliação dos candidatos.
Provimento Ato de preencher o cargo público. Acontece por meio da nomeação.
R
Recurso Etapa em que o candidato que não concorde com o gabarito oficial da prova pode apresentar sua posição. O prazo e a forma dos recursos são estabelecidos no edital. A argumentação deve ser clara e, preferencialmente, fundamentada em legislação ou em bibliografia de autores reconhecidos. A banca examinadora é responsável pela análise dos recursos apresentados. Caso reconheça a sua validade, poderá alterar o gabarito da questão ou anulá-la, se não houver resposta correta. Em caso de alteração do gabarito oficial, essa alteração será considerada para todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
Requisitos
São determinados no edital do concurso. Em geral, são exigidos, além da aprovação no concurso: nacionalidade brasileira; no caso de nacionalidade portuguesa, estar amparado pelo estatuto de igualdade entre brasileiros e portugueses; gozo dos direitos políticos; quitação com as obrigações militares e eleitorais; nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo; idade mínima de 18 anos; aptidão física e mental. Conforme as atribuições do cargo, pode haver outras exigências. A apresentação dos documentos solicitados no edital também é obrigatória para a posse.
S
Sindicância da vida pregressa Verificação dos antecedentes do candidato e da sua idoneidade, mediante análise de documentos e informações. O candidato deverá apresentar certidões dos ofícios de distribuição das cidades nas quais tenha residido nos últimos cinco anos, podendo abranger feitos cíveis e/ou criminais, além de fornecer outras declarações solicitadas, segundo constar do edital do concurso.
T
Teste de aptidão física Tem como objetivo avaliar a capacidade do candidato para suportar, física e organicamente, as exigências a que será submetido para desempenhar as tarefas típicas do cargo. É exigida, em geral, para cargos na área policial e outros cuja atividade cotidiana requeira esforço físico, como é o caso dos carteiros. No edital deve constar o tipo de prova, as técnicas admitidas e o desempenho mínimo para classificação. As provas mais comuns são de corrida e teste em barra fixa, havendo também outras tais como flexão abdominal, natação, dinamometria (força muscular), etc.

* Lia Salgado, fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, é consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos” 

Por Simão Mairins, www.administradores.com.br

Auvers-sur-Oise, França, 27 de julho de 1890. Financeiramente desequilibrado, Vincent, irmão de Theodorus e paciente do doutor Gachet – conhecido psiquiatra da região, atira contra o próprio peito, em um campo de trigo, perto da casa onde mora. O disparo não é certeiro e ele acaba retornando ao próprio quarto, cambaleante, mas sem deixar ninguém na rua perceber o ocorrido. Vincent permanece recluso até o dia 29, quando é encontrado por alguns amigos. Mas já é tarde.

 O motivo exato do suicídio nunca ficou claro para as pessoas do pequeno povoado situado nas redondezas de Paris. Mas cogitou-se, na época, que o descontrole emocional de Vincent, intensificado pelo inconformismo com a situação financeira enfrentada por ele e o irmão, o tenha levado à atitude drástica. Vincent era pintor e Theodorus tentava vender seus quadros, mas os trabalhos não empolgavam ninguém a pagar muita coisa por eles.

 Hoje, mais de um século depois, poucos artistas são tão venerados no mundo quanto Vincent, que somente após a morte conseguiu sucesso e ficou conhecido por seu sobrenome: Van Gogh. Considerado um precursor da ligação entre tendências impressionistas e o modernismo, o pintor, que é de origem neerlandesa, influenciou diversas vanguardas que surgiram em diferentes países no início do século XX.

quadro de van gogh
No limiar da Eternidade, quadro pintado por
Vincent Van Gogh pouco tempo antes de
cometer suicídio.

 Assim como Van Gogh, muitos outros profissionais, extremamente competentes na atividade em que são especialistas, não conseguem tirar proveito da própria genialidade. Por quê?

 O escritor norte-americano John C. Maxwell, que é especialista em treinamento de líderes e autor do livro “Talento não é tudo”, afirma que essa capacidade pessoal “é algo muitas vezes superestimado e frequentemente mal entendido”. Segundo ele, “quando as pessoas realizam grandes coisas, os outros muitas vezes explicam suas realizações atribuindo-as ao talento. Mas esta é uma maneira falsa e equivocada de encarar o sucesso”.

 Maxwell ressalta em seu livro que o talento tem, sim, sua importância, e não pode ser desconsiderado. “Onde os Estados Unidos estariam se o país não tivesse sido formado por líderes talentosos?”, afirma o escritor. No entanto, ele afirma que é preciso ir além, transformar competência em eficiência.

 Já dizia Peter Drucker…

drucker
Peter Drucker.

 O pai da administração moderna, Peter Drucker, dizia que “inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas somente a eficiência os converte em resultado”. Para o consultor Deni Belotti, o compromisso com os próprios projetos é fundamental, e não pode ser esquecido. Para ele, a regra básica é: persistência. Segundo Belotti, é preciso ter “visão, capacidade de sonhar grande e, é claro, uma grande dose de determinação”.

 Já Elias Awad, palestrante corporativo e biógrafo de grandes executivos brasileiros – como Samuel Klein, da Casas Bahia – afirma que, no mercado de trabalho, a melhor maneira de transformar talento em sucesso é somando. “Em um mundo onde é inadmissível pensar em realizar algo sozinho, eu acrescento ao pensamento do mestre Peter Drucker que não basta apenas a sua convergência e o seu comprometimento, mas sim o da equipe”, afirma Awad.

O escritor complementa chamando atenção para a questão da autoconfiança. Segundo o escritor, é ela que “levará ao merecimento. Ou seja: eu me empenho, eu me aprimoro, eu estudo, eu leio… Portanto, mereço ser feliz e ter sucesso. Enquanto isso não estiver muito claro em nossas mentes, os problemas e adversidades, muitas vezes criados ou potencializados por nós mesmos, serão mais fortes que nossas capacitações e objetivos. Dizem que querer é poder… Então, antes de poder, você precisar querer”, afirma Awad.

A importância das escolhas

Na vida, nem sempre fica claro qual o melhor caminho para se chegar a um determinado objetivo. Na verdade, saber claramente qual objetivo perseguir não é uma tarefa muito fácil. As opções são muitas e uma coisa é importante ter em mente: nem sempre dá pra escolher todas. Por isso, grande parte do sucesso de um profissional, certamente, dependerá das decisões tomadas ao longo da carreira. Como fazer isso da maneira certa?

“Saber escolher e decidir é fruto de exercício constante”, afirma Elias Awad. Segundo o escritor, “quanto mais se praticam escolhas e decisões, certamente, mais apurado fica seu feeling”.

Awad chama atenção, no entanto, para o fato de a confiança excessiva na experiência adquirida ao longo da vida poder atrapalhar na hora de se tomar uma decisão. “Quanto mais apurado seu feeling, mais atento aos detalhes você deve estar, para não tomar decisões e assumir escolhas fundamentado apenas na autoconfiança”, explica o escritor.

Talvez Van Gogh tenha tomado decisões erradas, não tenha acreditado no próprio potencial nem conseguido gerir seu trabalho. Ou não. O gênio pode, simplesmente, ter sido um incompreendido. Mas, e você: tem conseguido transformar seu talento em sucesso? Afinal, como diz John C. Maxwell, “todos temos algo que podemos fazer bem”. Deixe seu comentário

Ainda é possível vencer sozinho?

Por Carlos Hilsdorf

Quanto mais estudamos a história dos negócios, mais percebemos que a imagem daquele indivíduo que venceu “sozinho” vai desaparecendo. Por “sozinho”, não devemos entender que ninguém ajudou ou colaborou com as realizações deste empreendedor dos tempos passados. Claro que ele recebeu a colaboração de várias pessoas. Mas o fato é que cabia a ele uma parte relativamente maior em todo o processo que nos dias atuais, porque no passado, o volume de informações necessárias para ousar em negócios era infinitamente menor que nos tempos atuais. As colaborações recebidas facilitavam o êxito. Mas agora, a colaboração é condição indispensável ao sucesso.

 

Hoje, na sociedade da hiperinformação, nenhum de nós dá conta de possuir o conhecimento e todas as informações relevantes sobre as diferentes áreas que compõem o sucesso nos negócios. Precisamos estabelecer parcerias, utilizar consultorias, integrar uma rede de relacionamentos de qualidade, participar em palestras, seminários, feiras, e de muita leitura.

 

Quais são suas parcerias? Qual a qualidade delas?

Com quais consultorias você mantém contato? Qual a frequência deste contato?

Como anda a sua rede de relacionamentos? Eles são realmente significativos?

De quais eventos você tem participado?

O quê e quanto você tem lido? De onde vem a indicação do que vale a pena ler?

 

O empreendedorismo do passado era baseado mais no esforço e persistência que no conhecimento. Hoje, o empreendedorismo de oportunidade ou empreendedorismo de negócios (baseado em conhecimento, parcerias, etc) supera o empreendedorismo por necessidade e, consequentemente, requer um volume de conhecimento muito maior.

 

No mundo do empreendedorismo de negócios, a garra, a persistência, a determinação e a obstinação pelo sucesso continuam sendo essenciais, mas não triunfarão na ausência de planejamento estratégico, conhecimento relevante, do trabalho em equipe, e redes de relacionamento de extrema qualidade. Hoje, não se vence mais “sozinho”. A figura do empreendedor continua com seu destaque à frente das iniciativas, desenhando o futuro, mas precisará de outras pessoas para ajudá-lo a colorir este desenho, agregar valor e torná-lo desejado e valorizado pelo mercado. Não existe pintor de sucesso sem marchant, não é verdade?

 

Dedique-se mais a conhecer pessoas com expertise em áreas afins e diferentes da sua, estabeleça parcerias ganha-ganha, construa uma rede de relacionamentos não triviais, mas baseada em valores e conhecimento relevante para a vida e os negócios, e descubra quem pode ser seu mentor sobre as obras que você não pode deixar de ler em sua constante atualização para o sucesso.

 

Sucesso é esporte coletivo!

 

Até mesmo o genial Oscar Schmidt*, orgulho da nação e meu particular amigo, precisava de uma equipe bem formada para que seu talento pudesse brilhar ainda mais nas quadras. Oscar era o empreendedor do time, ele liderava as pessoas para darem o máximo de si em favor da vitória. Ele não se contentava com o que sabia, buscava conhecimento incessantemente; suas cestas de três pontos foram fruto de milhares de horas aperfeiçoando seu arremesso. Ele defende que talento é balela, o que vale é a preparação. Quem você acha que mais motivava a equipe para treinar mais e estar mais bem preparada até para um amistoso? Ele!

 

Você tem feito isso com sua equipe?

Você tem se preparado com obstinação para vencer?

Você é a pessoa que mais se dedica? A que chega mais cedo e sai por último?

Você é a pessoa mais obstinada em obter conhecimento?

 

Se vê respondeu sim a estas perguntas está no caminho certo para escrever seu nome na história dos negócios, assim como o Oscar escreveu o dele na história mundial do basquete.

 

Inspire-se no legado do Oscar Schmidt*, mostre ao mundo o que você é capaz de fazer!

 

Lembre-se: No mundo dos negócios, as regras do jogo mudam constantemente. Para caminhar para trás basta ficar parado…

 

Mova-se em direção ao seu objetivo. Faça isso agora!

 

* Visite nosso site para ver o texto de Oscar Schmidt, especial para os leitores do nosso newsletter: www.carloshilsdorf.com.br/artigo/oscar-schmidt-sucesso

 

Carlos Hilsdorf

 

Considerado pelo mercado empresarial um dos 10 melhores palestrantes do Brasil. Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Presença constante nos principais Congressos e Fóruns de Administração, RH, Liderança, Marketing e Vendas do país e da América Latina. Referência nacional em desenvolvimento humano.

www.carloshilsdorf.com.br – TWITTER: www.twitter.com/carloshilsdorf

Por Marcelo Gonçalves, www.administradores.com.br

Carisma e inteligência são qualidades frequentemente associadas ao perfil de grandes líderes. Segundo o senso comum, quem não dispõe desses atributos tende a se sair mal nos cargos de comando.

 

Nos últimos anos, porém, os gestores de pessoas e responsáveis pelos processos de recrutamento passaram a elencar outras qualidades tão desejáveis quanto estas nos profissionais que contratam para ocupar cargos de gerência e até de direção.

 

Mais do que “senso de autoridade”, o mercado de hoje valoriza o profissional flexível, que se adapta às características do grupo e, dessa forma, evita choques desnecessários. Em vez de se impor o tempo todo, ele conquista o apreço dos colegas, desperta o desejo de cooperação e fortalece a unidade da equipe.

 

Também está claro que não adianta o líder ter um altíssimo quociente de inteligência e não ser capaz de interagir com o restante do time. Mais do que uma mente brilhante, ele precisa ter a chamada “inteligência emocional”, imprescindível para a construção de bons relacionamentos.

 

Diante dessa nova abordagem, deixa de fazer sentido o delineamento de um único “perfil de liderança” – o que se busca, na realidade, é a pessoa certa para estar à frente de cada grupo, com suas peculiaridades e natureza específica.

 

Mas, se não é um conjunto de características específicas, o que, afinal, torna uma pessoa talhada para a liderança?

 

Estudos conduzidos pelo professor Glenn Rowe, da Faculty of Business Administration da Memorial University of Newfoundland (Canadá), indicam que líderes eficazes são indivíduos que, por um lado, personificam as características do grupo, e, por outro, têm qualidades que os diferenciam positivamente de seus pares. Em outras palavras, é importante que um líder tenha afinidades que lhe permitam criar uma espécie de sinergia com a equipe, pois essa empatia profunda se traduzirá em cumplicidade, companheirismo e, consequentemente, em trabalhos executados com mais entusiasmo e eficiência. Por outro lado, o líder eficaz deve ter talentos que o façam merecer sua posição de destaque – e estes devem ser muito bem evidenciados, para que não passem despercebidos por aqueles que estão sob seu comando.

Marcelo Gonçalves – sócio-diretor da BDO, quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services. 

Modelo de currículo de auxiliar de escritório

Por Monster.com

Para ser um candidato a emprego bem-sucedido em qualquer área, é importante ter um currículo abrangente. Veja, abaixo, nosso modelo de currículo para auxiliar de escritório:

Jane M. Lawrence
24 Lincoln Way, Alguma cidade, WY 82001
555-555-5555 | alguem@algumdominio.com
 

Objetivo: vagas de auxiliar administrativo

 
Profissional de administração que deseja aproveitar cinco anos de experiência e o diploma de auxiliar administrativo para garantir uma vaga de emprego. Extremamente organizada, eficiente e com habilidades para realizar várias tarefas de apoio no escritório, incluindo:
 
E Organização e administração do escritório
Gerenciamento de banco de dados e registros
Registros gerais (A/P e A/R)
Atendimento por telefone e recepção
Relatórios e planilhas
Organização de horários
Planejamento de reuniões e eventos
Arquivamento e entrada de dados (75 WPM)
 

EXPERIÊNCIA

 
ACME INC. — Alguma cidade, WY — Empresa de marketing e relações públicas de médio porte
Auxiliar administrativo, 2006 até hoje
 
Fornecer suporte administrativo e executivo em um escritório com grande volume de trabalho. Administrar a agenda da equipe executiva, planejar reuniões com clientes, preparar relatórios, planilhas e apresentações, gerenciar registros e administrar o banco de dados. Resultados:
 
• Recebi classificações “excelentes” nas análises anuais nos últimos três anos. Reconhecida pelo trabalho de alta qualidade, habilidades organizacionais e atendimento ao cliente excepcional.
• Elogiada pelo supervisor pelo desempenho excelente como gerente temporária do escritório (supervisionando três equipes) durante a ausência dele de oito semanas.
• Principal responsável da Acme pelas apresentações em PowerPoint e a principal solucionadora de problemas do MS Office.
• Bom desempenho no ambiente com prazos apertados, garantindo a conclusão precisa e pontual de todos os projetos.
 
AGÊNCIA ABC — Alguma cidade, WY — Agência de serviços temporários
Auxiliar administrativa/recepcionista/responsável pela folha de pagamento, 2004 a 2006
 
Cuidei de designações temporárias para vários clientes (por exemplo, alta tecnologia, fabricação, imóveis, governo e educação). Resultados:
 
• Habilidade comprovada de aprender novos processos organizacionais, fluxos de trabalho, políticas e procedimentos em pouco tempo.
• Identifiquei erros de faturamento e recuperei US$ 5.000 em pagamentos em excesso a fornecedores. Implementei mecanismos de acompanhamento para evitar futuras recorrências.
• Criei bancos de dados e planilhas que melhoraram o gerenciamento de inventários e relatórios com precisão.
 
 

FORMAÇÃO ACADÊMICA

 
UNIVERSIDADE XYZ – Alguma cidade, WY
Formação como auxiliar administrativa, 2009. Destaques do programa:
D Gerenciamento organizacional
Comunicação corporativa
Liderança e supervisão
Gerenciamento de projetos
Gerenciamento de Recursos Humanos
Sistemas de informática
Análises críticas
Relações interpessoais
 
HABILIDADES COM INFORMÁTICA
 
• MS Word, Excel, PowerPoint, Access, Outlook, Visio
• ACT!
• Oracle
• Windows XP/Vista
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
“…As habilidades de suporte administrativo e atendimento ao cliente de Jane são incomparáveis… mostra que tem atenção excepcional aos detalhes enquanto realiza várias tarefas de trabalho… membro importante da equipe e profissional competente…” Trechos da análise de desempenho de 2009, Acme Inc.
 
“…Seu trabalho excelente como gerente temporária mostra que você está pronta para assumir mais responsabilidades…” Trechos da análise de desempenho de 2008, Acme Inc.
 
“…O planejamento notável, as habilidades organizacionais e a capacidade de realizar várias tarefas de Jane permitem que os negócios transcorram normalmente…” Trechos da análise de desempenho da 2007, Acme Inc.

Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

O Twitter caminha no sentido de se tornar a maior rede social do mundo, demonstrando um ritmo de crescimento maior que o do principal concorrente, o Facebook. Febre do momento, a rede de microblogs noticia e é noticiada durante os principais acontecimentos da atualidade. Assim, para quem já aderiu, fica difícil não dar uma olhadinha de vez em quando, mesmo que seja no meio do expediente. E aí começa o problema. Qualquer descuido pode pegar muito mal no ambiente de trabalho.

 

De acordo com a especialista em comportamento corporativo, Daniela do Lago, da Fundação Getúlio Vargas, o segredo para o bom uso do Twitter é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e abusar do bom senso. Fica difícil, para um profissional, dizer ao chefe, por exemplo, que não deu tempo de concluir o relatório de ontem, quando sua página na rede está lotada de postagens daquele dia.

 

Confira abaixo 10 dicas elaboradas por Daniela Lago sobre como utilizar o Twitter sem queimar o filme na empresa:

 

1 – O Twitter é ambiente público

 

O Twitter é uma ferramenta veloz e tem largo alcance. Por isso, pense bem antes de postar uma mensagem. O que se “twitta” ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada. Estamos expostos, tanto para admiração como para críticas: lembre-se disso.

 

2 – Opiniões fortes sobre assuntos polêmicos

 

No Twitter, são naturais as discussões de idéias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com comentários sobre temas polêmicos – como religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém. Cuidado com as animosidades desnecessárias.

 

3 – Cuidado para não ser mal interpretado

 

Evite muitas abreviações. Apesar de permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal interpretado.

 

4 – Fofoca que sufoca

 

A fofoca nunca é recomendada. Um fofoqueiro dificilmente será promovido por não ser bem quisto pelos demais. Não fale de ninguém. Ninguém ganha pontos ao ficar depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que vive falando mal dos outros, e estraga a própria imagem.

 

5 – Cuidado com os desabafos

 

O Twitter pode ser usado como um canal pelo qual os profissionais desabafam de modo informal sobre acontecimentos da empresa. Um desabafo pode ser mal interpretado por um colega e, no futuro, ser usado contra aquele que desabafou.

 

6 – Pense bem antes de escrever informações da empresa

Fique atento – às vezes uma informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à empresa.

A executiva de uma grande indústria de beleza me confidenciou um caso interessante: ela possui Twitter e “segue” vários profissionais de empresas concorrentes. Certa vez, um comentário de uma dessas pessoas lhe chamou a atenção. De acordo com ela, a concorrente afirmava estar, naquele momento, em um órgão do governo para conseguir autorização de venda de um novo produto. Sabendo disso, a executiva agilizou o processo interno de sua empresa e antecipou o lançamento de um produto similar antes que a concorrência obtivesse tal licença. Sem essa informação, talvez isso não ocorresse.

 

7 – Foque em informações gerais

 

Evite escrever informações precisas sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou foram passear.

 

8 – Excesso de exposição

 

Tenha cuidado ao exibir fotos na web. Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto também podem não querer ver suas fotos publicadas na web.

 

9 – Não fale mal do próprio emprego

 

Não se deve falar mal da empresa na internet em hipótese alguma. Além de ser horrível, tal atitude acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai provocar grandes estresses. Mesmo assim, fique atento. Se não conseguir se “conter”, pense e procure escrever frases muito abertas de forma que ninguém possa ligar os fatos à empresa.

 

10 – Não ligue para seus críticos

 

Estamos expostos no Twitter, tanto para admiração, quanto para críticas. Os críticos fazem parte da vida, algo que todos temos de encarar. A única maneira de se evitar críticas é vivendo uma vida isolada – o que, definitivamente não ocorre ao se usar o Twitter. Lembre-se, o comentário que seus seguidores adoram pode irritar outras pessoas e, por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para nos criticar.